segunda-feira, 2 de junho de 2008

Panamá

Passamos 15 dias atravessando o Pacífico, agora voltamos ao “nosso” lado do mundo. Panamá estava quente como sempre, ainda bem. O navio atracou às 10h, mas só saí depois do almoço. O Julio coitado ficou na máquina fazendo mais reparos. Aff...

Tinha um navio Ro-Ro (Transporte de automóveis) atracado atrás do nosso navio, dava vontade de pegar um deles e sair andando pela cidade!

Fui com o Robenson (2° oficial) e Randy (eletricista) para um shopping, “Albrook Mall”, que fica perto do porto. Pagamos 2 dólares cada para chegar lá de táxi. Os taxis do Panamá são relativamente baratos, muito mais que na Austrália e Estados Unidos, com certeza.
O Albrook Mall é muito grande, mas não sei se consegue ser maior que o Shopping Recife, pelo menos em área construída, pois o seu estacionamento é gigante.Dei umas voltas, coloquei algumas fotos para revelar e fomos jogar no fliperama.



Quando as fotos ficaram prontas, eu fui ao centro e os outros voltaram ao navio, pois estavam de servico. Fiquei algumas horas esperando o Júlio, que até então não deu sinal de vida. Já estava ficando irritado, quando ele aparece no MSN. Ele disse que estava sem um tostão, que estava no Seamen’s Club perto do porto. Eu chamei um táxi para trazê-lo até o centro. Lá, compramos uns cartões telefônicos que faz ligações internacionais bem baratas, da empresa telefônica Cable & Wireless. Com um cartão de 5 dólares dava-se para falar mais de uma hora para o Brasil. Para variar, Julio ficou pendurado por horas no orelhão com a namorada. Haja paciência!Depois das ligações, fomos ao supermercado REY. Uma coisa que o Julio queria comprar era uma garrafa de 1,75L de Smirnoff, que tinha alça e tudo mais, mas no navio a tolerância a álcool é zero.

Nem essa foto podia ser tirada, mas conseguimos tirar bem rápido. Um minuto depois, aparece um segurança mandando apagar a foto.. Hahaha!
Das compras, os mais importantes foram o feijão, macaxeira e inhame que estávamos morrendo de saudades. Tudo é mais caro que no Brasil, mas valeu a pena.
Voltamos ao navio e já estava amanhecendo. Dei uma cochilada e fui tirar serviço.Este é o meu navio, o Nysted Mærsk. Parece até grande, mas é o 2° menor navio da frota da Maersk.

Tinha outros navios da Maersk no porto, uns fazendo a rota para o Chile, outros chegando da Europa.


O porto fica bem próximo a Puente de Las Americas, essa ponte que fica logo atrás:

Passamos por ela tanto para entrar quanto para sair do Panamá.

Enfrentando o toró


Saindo do porto, os pássaros pegavam carona no navio, aproveitando a corrente de ar que o navio produzia. Eles ficavam flutuando na proa, parecendo uns planadores.

E de repente mergulham para dentro d’água para ver se conseguem pegar algo.

É muito engraçado, ainda mais quando eles saem da água sem pegar nada, com uma cara de pateta. Hahaha!!

Beijos na bunda e até Philadelphia!

Continue lendo..

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Auckland (3rd call)

Após uma semana, deixamos o interiorzão e voltamos à cilivização!

Chegada em Auckland


Prédios! Barulho! Ufa..

Até gosto de tranqüilidade, só que aqueles interiores eram tranqüilos até demais!

Eu e Rasmus tivemos que lançar o MOB Boat, (ou Bote salva-vidas) e dar algumas voltas para ver se estava tudo OK. É um procedimento de rotina que fazemos em um certo tempo para verificar se algo está falhando ou necessitando reparo. O bote é utilizado em situações de emergência para apanhar alguém caso caia na água.



Tivemos que esperar o navio que estava atracado do outro lado do cais sair para poder executar a manobra. Demos uma volta pelo quarteirão e estava tudo em ordem.

De lá, conseguimos uma bela foto do navio.


Agora enfrentaremos 15 dias de água até chegar no Panamá!
Até lá!

Beijos na bunda..

Continue lendo..

sábado, 17 de maio de 2008

Napier

Napier foi o último dos portos pequenos que passamos na Nova Zelândia.
Nem desci no porto, a operação foi rápida e o tempo era curto. Só tirei algumas fotos dos arredores, nada demais.

Panorama do porto de Napier

O navio estava quase vazio, podia bem jogar bola no convés!

Navio de guerra australiano


Filmando para o documentário



É isso aí, nada demais mesmo!
Amanhã chegaremos em Auckland.

Beijos na bunda!

Continue lendo..

domingo, 11 de maio de 2008

Timaru & Port Chalmers

Próxima parada: Timaru e Port Chalmers.
Chegando em Timaru, o Julio teve que ficar trabalhando no navio (pra variar) e eu me mandei pra cidade. Era dia das mães, e tive que ligar para todas as minhas mães que perdi a conta.
A cidade era bem pertinho do porto, andando 15 minutos dava pra chegar lá.



O Julio chegou mais tarde e demos uma volta pela cidade e só. Nada de mais, a cidade só tinha uma rua principal e as lojas fechavam às 17h.

No caminho de volta ao navio, passamos pela praia e assistimos ao pôr do sol.



Quando a gente saiu novamente à noite umas 18:30, não tinha mais ninguém na rua, parecia uma cidade fantasma! Éramos os únicos sobreviventes.. Eu, hein.. Voltamos para o navio e no dia seguinte partimos para Port Chalmers.
Antes de chegar, havia um monte de pássaros no mar, tentando encontrar algum peixe de bobeira. Quando tem um barco pesqueiro por perto, eles parecem urubu em carniça!



Farol na entrada da barra


Tem um ditado popular da Nova Zelandia que diz que na Nova Zelandia existem 4 milhões de habitantes e 40 milhões de carneiros..

Aqui, uma típica fazenda do interior Neo-Zelandês.

Tinha poucas casas na beira do rio,



e mais carneiros...

Atracamos em Port Chalmers à tarde, fui andar pela cidade e novamente o Julio ficou na máquina até que fosse liberado.
Pensei que as outras cidades eram um ovo, mas essa daqui é pior! A cidade tem 30 casas, uma rua, um mercado, uma padaria e uma peixaria! O que é isso?! Até Serra Talhada no interior de Pernambuco no meio do sertão é melhor.. Resumindo, estavamos no interior mais interior do interior do interior da minha vida!E a parte mais triste, parecia que o nosso navio era a única atracao da cidade, nao importa onde a gente fosse, nao tinha como perde-lo de vista.. Era a coisa mais fácil de achar naquele povoado! Aff!


As meninas dessa cidade vestem parecendo chapeuzinho vermelho, e chupam picolé em pleno inverno! VÔTI!

Compramos peixe e batata frita (O famoso Fish'n Chips) e fomos procurar algum lugar para fazer um piquenique. (nome sofisticado, dado a uma típica farofada)Andamos, andamos.. Não era difícil, porque a cidade era um ovo mesmo..


Pelo menos a paisagem era bonita!

Próximo plano de fundo do Windows XP

Passamos por trás da única igreja da cidade..

atravessamos um trilho de trem..

E subimos algumas ladeiras #%*&@$#! Mas finalmente chegamos ao topo do morro!


Lá tinha uma vista muito legal do vilarejo. Subimos até o mirante e fizemos a nossa farofada.

Adrian, Rasmus e eu.

Mais fotos da paisagem




E finalmente, uma foto panoramica para fechar o dia. Clique para aumentar!

...E amanhã tem Napier!
Beijos na bunda!

Continue lendo..