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domingo, 24 de janeiro de 2010

Viagem a Taiwan - NRT - TPE

A viagem de Washington para Tóquio durou 14 horas. Saímos às 1230 do dia 23 e chegamos às 1630 do dia 24. Como estávamos acompanhando o sol, passamos a viagem toda no claro. As aeromoças tiveram que pedir para que todos fechassem as janelas, mas mesmo assim ainda entrava pouca luz. Eu dormi muito pouco, mas o Anão não precisava de 2 minutos que já estava apagado.
O avião desta vez era um Boeing 747-400, daqueles com 2 andares e 4 turbinas. Fazia muito tempo que não andava num desses monstros. É muito mais confortável que o 777, as poltronas são mais inclináveis e os espaços, maiores. A única desvantagem é que não há tela LCD atrás de cada poltrona, então o passageiro tinha duas opções: assistir o que passava na tela ou dormir.
Até que a viagem passou rápida, assisti 3 filmes: "Cloudy with a Chance Of Meatballs” ou “Tá Chovendo Hamburger”, "500 days of Summer” (ainda não estreou no Brasil) e “Love Happens” ou “O Amor Acontece”.

Classe econômica: A tela maior ficava no meio do "salão", enquanto duas menores ficavam no corredor.

O serviço de bordo desta vez não desapontou. Tivemos 2 refeições com direito a bebida o tempo todo, e um miojo na hora do lanche. Confira:

Tira-gosto


Bloody Mary com garrafinha de Absolut; Vinho tinto para acompanhar o almoço

O comissário perguntou para mim se eu era maior de idade. Eu disse que sim, perguntei a ele se ele queria ver o meu passaporte. Ele disse que não, mas que era oriental, então também era suspeito. Depois quando o Anão pediu um copo de leite, ele também perguntou se ele era de maior de idade.. Ele era meio chegay, tinha muito jeito.. Acho que ele tava atirando para todos os lados! Todo cheio de graça, ainda perguntou se o leite dele estava gostoso.. Hahahaha!!

Foram servidas duas opções. Desta vez, teve bolo de carne com milho e purê de batatas..


..ou frango com arroz e ervilhas.

Chegando no aeroporto de Narita, Tóquio, passamos novamente por uma inspeção e fomos aguardar o nosso voo que partia às 1845. Passeando pela área de transferência, avistamos uma placa indicando um Oxygen Bar (Bar de Oxigênio). Curiosos, fomos ver como era, afinal só conhecia essas loucuras dos japoneses através das revistas e TV.
É um salão onde as pessoas vão para respirar um pouco de ar fresco, usando máscaras de oxigênio. Eles acreditam que fazendo isso conseguem algo de bom (rejuvenscer?). Uma "cheirada" de 10 minutos custam em torno de 8 dólares (15 reais). Para mim, não passa de mais uma forma de ganhar dinheiro, que não está errado também. Cada povo com suas loucuras..


Continuamos andando, e me deparo com várias lojas de camelô, como esta daqui:

O aeroporto de Narita é bonito por dentro e tem um bom número de lojas, só que ainda achamos o de Washington mais interessante. Lá havia uma grande variedade de lojas, restaurantes, lanchonetes, revistarias, bares e cafés. Aqui é basicamente lojas de duty-free, jóias e poucos restaurantes (tudo muito caro). Não que os duty-free não são legais, mas além das coisas não serem tão baratas assim, é tudo basicamente a mesma coisa: cigarros, maquiagem, whisky, kimonos e doces japoneses. Joalherias então, nem me fale..
Para salvar o nosso dia, nos deparamos com o velho McDonalds.

Veja só essa placa:

Tudo parecia bem normal, até quando eu li “Mc Ebi”. Ebi = Camarão. Compramos um para provar, junto com uma torta de batata com bacon, um suco de uva verde e um pão doce de canela com leite condensado. Tudo saiu por uns 1200¥ (Yen), aproximadamente 13 dólares. Preço muito parecido com o do Brasil..


Todos eram gostosos, mas o suco de uva e o Mc Ebi eram mais. O sanduíche é suculento e é basicamente pão, alface americano e hamburger de camarão. O camarão não é moído, se olhar bem pode ver que ele fica inteirinho por dentro. Deveria ter desses no Brasil! Hummm..

Embarcamos no mesmo avião que nos trouxe de Washington e sentamos nos mesmos assentos.
Dessa vez, o avião estava lotado. Mas não foi tão ruim assim, porque a viagem só durou 3 horas e meia. Mesmo assim, o Anão dormiu feito um porco. Quase não acordou pro jantar..
No trecho Tóquio - Taipei, serviram apenas frango ao curry com arroz, mas tava muito gostoso. Só que quando pedi uma coca com whisky esperando ficar com a garrafinha do Jack Daniels, eles me deram um copo com ele já misturado! Que pão duros.. Joguei fora e tomei só a coca..


Chegamos em Taiwan às 2200, e o Anão pegou a fila de estrangeiros enquanto eu passei logo nos guichês. Aguardamos uns 20 minutos para chegar as malas, e eu torando um aço danado por causa dos 10kg de charque que tinha nas malas. E o pior é que tinha várias placas ao redor do salão avisando que se tiver trazendo produtos de origem vegetal ou animal e for pego será multado, podendo chegar a 4000 dólares!
Pegamos as malas, colocamos no carrinho e seguimos a multidão. Uma mulher logo na nossa frente foi parada, e eu nem ousei olhar para o lado. Segui em frente como se nada tivesse acontecendo e pronto. Ufa! Hahaha..
Lá fora, o meu tio estava nos aguardando..

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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Viagem a Taiwan - GIG - IAD

Fazia tempo que a gente se preparava para a tal viagem à Taiwan, e finalmente este dia chegou. Desembarcamos enfim na quinta, e na sexta estava tudo pronto, mas a ficha ainda não havia caído.
Passamos a manhã na feira dos nordestinos e gastamos a tarde inteira para comprar coisas e arrumar as malas. Eu estava levando praticamente apenas a roupa do corpo, mas dai veio o café, charque, leite moça, folhas de louro, chocolate, própolis, cuscuz, cuscuzeira, rede de dormir, goiabada e castanhas de caju. Enfiamos tudo nas duas malas e fomos ao aeroporto. Como desconfiei que as malas estavam um 'pouco' acima do peso, a primeira coisa que fiz quando entrei no saguão do aeroporto foi pesar as malas. Bingo - uma cravou certinho nos 32kg e a outra, 45kg. (É permitido a cada passageiro carregar 2 volumes de 32kg.) Ainda bem que o Anão lembrou de levar uma caixa de papelão vazia para colocar o excesso. Remanejamos as mercadorias e despachamos. Foi uma beleza. Nos despedimos entre um abraço aqui e um choro lá (Né, Shay?), e seguimos para o portão de embarque.


Nunca tive que enfrentar tanta burocracia (e filas) em viagens na minha vida. Primeiro, somente passageiros entram na fila da companhia aérea. Perguntam se a bagagem fora preparada por nós mesmos, e se recebemos algo de estranhos. Depois vem aquela inspeção básica de Raio-X, com restrição de líquidos. Apenas 100ml por pessoa em frasco fechado e numa bolsa zip-loc. Depois, vem a polícia federal. Este daí e rápido, só olha para a cara do indivíduo e tchau.
Hora do embarque. Novamente, filas e filas. Deixamos sempre para embarcar por último, pois assim não teremos que ficar no meio do empurra-empurra. Quando a gente pensava que já estávamos livres de tudo isso, havia mais uma inspeção no finger antes de entrar no avião. Eles revistam nossa bagagem de mão, fazem mais perguntas idiotas, passam o detector de metal e jogam fora qualquer líquido que o passageiro tiver comprado dentro da sala de espera.
O nosso itinerário é: Rio, escala em São Paulo, conexão em Washington, Tóquio e finalmente Taipei. Como se já não bastasse ter que fazer uma escala em São Paulo, tivemos que sair todos do avião, fazer novamente uma inspeção de Raio-X, aguardar 1h 30min na sala de espera, passar pela inspeção pente-fino e embarcar novamente na mesma aeronave. É a treva!
A aeronave que pegamos até Washington era um Boeing 777-200. A poltrona não era muito confortável, parecia mais com a da GOL - inclinava apenas 5 graus. A tela de LCD era satisfatória, mas é menor e mais antiga, se comparada com as da TAM e da Delta. Comida? Nem lembro direito, só sei que quase perdi a refeição de tanto sono que estava. Mas tinha bastante suco de tomate, muito gostoso e bem encorpado por sinal.


A tela do LCD atras de cada poltrona mostrava não apenas a programação de bordo, como também a rota, distancia, altitude, tempo estimado de chegada (ETA) da aeronave e a temperatura externa.



Chegamos em Washington as 0600 horário local (0900 Brasil), com temperatura 0 graus. Passamos pela imigração e alfândega, e fomos dar uma volta para conhecer o aeroporto. Enorme e moderno, o aeroporto de Dulles é um dos principais hubs da United, que fica a aproximadamente 1h de ônibus do centro de Washington DC.
Pegamos algumas informações para planejar o que fazer ao voltarmos em fevereiro, e fomos ao lado de fora para sentir o clima, que para a nossa decepção não estava nevando. Mas quando a gente respirava ainda podia ver fumaça saindo. Tentei capturá-la nesta foto, mas não saiu como deveria.


Para ir de um terminal para outro, pegamos uns ônibus esquisitos que pareciam uma cabine de trem. Haviam um monte deles circulando pelas pistas, que têm ate horário certo para sair. É bem confortável e da para ter uma visão panorâmica da pista.



Andamos por todos os terminais, tínhamos 4 horas para isto. Haviam lojas, restaurantes e lanchonetes de todo tipo, mas o que mais me agradou foi o café Starbucks. Minutos antes de embarcar, agarrei um muffinde chocolate e um frapuccino, enquanto o Anão pegou um Raspberry Danish e um café. Só de olhar para o muffin já fico com água na boca, ele é delicioso, bem macio e recheado com mais chocolate - um verdadeiro pecado. E o preçinho? 1,99 + 2,10 dólares com o frapuccino, bem mais barato que as lanchonetes da sala de embarque de Guarulhos.

Tentação

Raspberry Danish - Folhado com recheado de Raspberry

Frapuccino Starbucks

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